O contraste evidente entre a ilha dos pobres e a ilha dos ricos.
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Como sinto a falta do meu Porto Santo. Como gostava de lá estar agora. Não se sabe que coisa inexplicável é esta de amar ilhas, que se mete no corpo e na alma e não nos deixa mais, mas não tenho dúvidas de que são locais ideais para o repouso e o amor. Também se pode lá dançar e cantar, certamente que sim, sobretudo os reformados que se querem sentir activos a dar uns pulinhos. Há quem seja viciado nos luxuriantes trópicos, ou nos paradisíacos atóis do Pacífico, ou na clássica Grécia, ou na diversidade indonésia do meu amado Jau, ou na tão próxima e cosmopolita Palma de Maiorca; eu, então, sinto a falta de uma pequena terra semi-desértica. O coração tem razões que a razão desconhece. Pois tem.
