Pois é, senhoras e senhores. É este o subtítulo que George Lucas assume para Star Wars. Não posso negar a minha satisfação pessoal, que faz sempre bem ao ego.
Mas vamos aos factos: chegou hoje às minhas mãos o DVD do episódio III e aqui fica a minha apreciação:
O sistema THX pede o melhor DVD possível e até parece que estamos dentro do filme. Mas isso já se tinha visto na projecção em salas digitais de cinema. Que há então de novo? Os extras do costume, com os duplos, os trailers, os jogos, as fotos e 1 hora e tal a dissecar uma cena de 1 minuto no duelo do vulcão. Uff! Das cenas apagadas duas fariam falta à narrativa, pois explicam o início da Aliança e o envolvimento de Padmé. Mas para o que mais interessa, esperava um pouco mais de THE CHOSEN ONE, onde GL fala da criação do seu herói. Vai mais longe no comentário do filme, onde se defende muito bem com os temas do amor e da política na componente faustiana da personagem. Todas as referências são cinematográficas, nada de mitologia ou literatura, para evitar meter-se por áreas em que não é especialista.
Porém, uma inconsistência básica permanece na filosofia de GL: afinal o que entende ele por Balance ? Para haver equilíbrio é preciso dois opostos, e não é preciso ser Balança de signo para saber isto. Ora como poderia o Escolhido trazer “equilíbrio à Força”, ao fazer triunfar o lado branco destruindo o lado negro? Talvez seja apenas mais um daqueles casos em que a criatura escapa ao controlo do criador e GL ainda não se tenha apercebido de que o seu Escolhido teve de passar metade da sua vida em cada um dos lados, por lhe ser impossível conciliá-los, o que quase sempre acontece. A esse equilíbrio chamo Equinócio. A falta dele é a tragédia de Anakin/Vader. E mais não precisarei de dizer...
Resolvi, por isso, escrever também uma história alternativa ao "turning point "da saga, a juntar ao estudo anunciado no artigo da revista Premiere de Junho 2005. Com o devido respeito pelo criador e palas suas criações., até porque gosto muito delas, em especial do Escolhido !