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Palavra de honra que não detesto animais, mas detesto o lado animal dos seres humanos, quando esse lado não é educado ou é usado de propósito contra os outros humanos, com o intuito de os ferir. Por exemplo, quando os homens se portam como macacos, só para incomodar o vizinho de baixo; ou quando gritam para os telemóveis, gesticulando e andando às voltas, tipo loucos num manicómio ou macacos numa jaula; ou quando espreitam pelas janelas e tiram fotos às escondidas e outras macaquices sem pudor. Uma grande macacada desavergonhada pegada. Macacos escondidos com o rabo de fora. Macacos de imitação e repetição, sem fim da macacada à vista.
O Zoo de Lisboa comemora 125 anos (os meus parabéns) mas quem vive na aldeia dos macacos sou eu. Mudaram-se de Sete Rios para as Avenidas Novas. Quem terá autorizado tal mudança e porquê? Que têm os macacos a ver comigo? É bicho de que não gosto sequer. É sujo, irritante e trapaceiro; nada do meu estilo, portanto. Sugiro que voltem para as árvores, de onde nunca deviam ter saído, e deixem o ser humano decente que eu sou em paz e sossego. A lei portuguesa diz que é proibido haver macacos fora do Zoo. Cumpra-se a lei. Que alguém os meta rapidamente atrás das grades, a bem da saúde, segurança e sanidade do público.Este mês no Zoo celebra-se o leão. Se o rei dos macacos, mais conhecido por Tarzan, não os puser na linha, que se ocupe deles o rei dos animais e da selva. E olhem que o Rei Leão gosta pouco de tanto atrevimento.
P.S. 15 Junho:
Calhou rever, ontem à noite, na RTP 1, o filme de Tim Burton, O Planeta dos Macacos. Trata-se de um clássico da ficção científica, que foi originalmente um livro e um filme franceses e depois um filme americano muito famoso, com Charlton Heston no protagonista, que foi seguido de mais filmes, séries de televisão, animação, etc. A distopia foi sendo adaptada à evolução tecnológica, e esta última versão é a minha favorita. Sem dúvida que merece um visionamento atento, quer se goste ou não de macacos.
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