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O nome deriva de loaf-mass, a celebração do pão feito com os primeiros cereais do ano. Come-se o pão, fazem-se bonecas de palha com vários cereais e frutos (as mães, rainhas ou velhas da colheita), e saltam-se fogueiras, na noite de 31 de Julho para 1 de Agosto. Acredita-se também que o fruto maduro comido agora é o mais precioso, significando que se atingiu um patamar superior na existência humana. Devia ser a maior de todas as festas, este ritual das colheitas, porque o que se comemora é a abundância, a sapiência, a protecção, enfim, o bem-estar material e espiritual.
Os antigos celtas chamavam a este festival do primeiro dia de Agosto Lugnasad, jornada em que honravam Lug, o seu deus da luz e do ouro, ligado astrologicamente ao signo que reina, o Leão, e com características de Apolo, Dionísio e Hércules. Um número considerável de topónimos na Europa atesta a importância do culto de Lug na Antiguidade; p. ex., Lyon, Lugo, Liege, Lugano, Carlisle, Luga, etc.
Faziam-se jogos atléticos, alguns com referências funerárias à morte do rei/deus Lug, sacrificio ancestralmente considerado necessário para que o povo e a a terra renascessem. Mais imponente ainda era a celebração da alternativa, o casamento da divindade, símbolo do renovar do contrato entre o povo/terra e o rei/deus. Os votos de fidelidade dos amantes eram feitos neste dia e ritualizados como o encontro entre opostos que se completam: o branco e o negro, o Sol e a Lua. O mesmo acontecia inversamente, com quem se quisesse divorciar.
Este é o tempo em que se colhe o que se semeou e, se for boa a colheita, acredita-se que haverá felicidade duradoura daqui em diante.
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