...é um poema longo e barroco, vulgo: chato, acerca das aventuras e desventuras de uma madeixa de cabelo roubada. Revisitei-o agora, por nunca ter imaginado na época em que o estudei quanto pagariam uns certos tarados do inferno por madeixas do meu cabelo (não sou caso único, by the way).
Há muita gente a meter dinheiro ao bolso à minha custa, isso já sabia, e que vale tudo nesta demência, também já percebi. Mesmo fingir que são viáveis cabelos estragados por químicos, ou fazer passar por meus cabelos de outrem. Não tenho motivos para duvidar da veracidade das minhas fontes, que me deram conta da nojenta pescaria em curso na triagem do lixo de três dias. Ao menos que sirva para que chegue algum dinheiro aos bolsos dos mais pobres. Quanto ao resto, é bem feito os f.d.p. pagarem uma pequena fortuna por uma relíquia falsificada. Ladrão que rouba a ladrão...