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Canonizado hoje pela Igreja, seis séculos depois de o ter sido pelos portugueses, o Condestável de Portugal (tivemos muitos, mas só nos lembramos deste) general imbatível, herói de Aljubarrota, nobre e rico como poucos, que tudo abandonou para se dedicar à oração e ao auxílio dos pobres, ao contrário do que muitos pensam foi uma figura medieval pura e não contraditória: o guerreiro de Deus é-o tanto material quanto espiritualmente. Que o Conde Álvares Pereira, fundador da Casa de Bragança e do Convento do Carmo, e o monge Nuno de Santa Maria que aí se recolheu, morreu e foi enterrado, tenham vencido ambas as batalhas é o que o torna tão admirável. Eis um dos maiores Lusíadas, pequeno povo ocidental de inexplicável grandeza, ao qual, em dias como este, me orgulho de pertencer.
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